Julho 22, 2008

 

Por agora aqui estou eu,

De punhos fechados,

De olhos cerrados,

Cabeça na lua,

Rosto no chão.

 

Por agora e eu não sei até quando, aqui estou eu.

Fazendo dos meus passos, pequenos movimentos,

Que não te levarão a lugar algum.

 

Por agora, suspiros cortados ao meio.

Pois sou eu que trago o escuro,

E nele sei que enxergo melhor.

Por agora, vou ficando.

Por agora, vou cansando,

Vou dando voltas em mim mesmo,

Até que eu possa saber meu sobrenome.

 

Pois meu nome todos sabem,

E até nos maiores devaneios, eu já estive presente.

Não tenho fórmula,

Métrica ou parâmetros.

Não tenho tempo ou precisão.

Muito prazer, eu sou de casa, e já lhe estendo a mão.

Muito prazer… Solidão…