MomEnToS SigNIfiCaTivOs e DisTânCIa:.
Dezembro 18, 2008
Momentos significativos e distância.
Vejam bem estas palavras…
Eu acho que é assim que este ano se completa, que assim passamos por cada mês, por cada semana e por cada dia.
Momentos significativos e distância…
Mesmo tendo uma série de momentos significativos que talvez não consigamos se quer entender, como e porque, estes momentos acontecem, ainda assim sem entendê-los tivemos de suportar a distância.
E às vezes a distância se fez presente em nós mesmos, por que é a distância da transformação, distância daquilo que nos faz ser outro para que o mesmo siga a diante.
E isso faz também que nós tenhamos uma série incontável de momentos significativos.
Como se fosse um ciclo. Um após o outro e o outro após um.
Eu estive distante, e mesmo perto, eu sei que estive distante.
Distante da minha essência, porque às vezes isto se faz necessário.
Eu estive distante até mesmo destas linhas, e estou agora, querendo estar, e assim não me envolver e não tornar estas linhas pedaços de mim mesmo. Seria isto possível?
Imaginemos este fim ano como um quarto branco, com uma única cama de lençóis brancos e que ao deitarmos em um silêncio profundo e mesmo com os olhos fechados tudo ainda será branco. Então deitados e de olhos fechados, ouvíssemos uma voz, e esta nos ditasse todos os momentos significativos que tivemos, como se contasse um conto de cada vez, e nos mostrasse que a cada momento significativo que provamos mais distante estamos de algo.
É possível entender que à distância nem sempre esta no tamanho da estrada, que ela não precisa de dois pontos distintos para se mostrar, para se mensurar.
E que o momento significativo, não necessariamente é um momento glorioso, mas de certo é grandioso.
Às vezes não temos o controle, e isso, bom eu acho que isso nos salva.
Vamos sorrir…
Coube em nós este ano, tantos momentos significativos, que covardia e pompa seria descrevê-los, assim como nos traria uma profunda agonia perceber aqui, à distância que se instaurou em nós.
Façamos assim, vamos simplesmente tê-los e ter a consciência que nem sempre saberemos lidar com cada uma destas coisas.
Mas temos de saber lidar com o amigo que aos poucos vai percorrer outras estradas e já não se faz tão presente;
Precisamos entender que às vezes não sabemos como agir, com o que fazer da nossa vida, e que os outros são iguais;
Temos que ser capaz de compreender o abraço;
O sorriso do mais novo;
E a lágrima de quem quer que seja;
Compreender a dor do abandono;
Compreender o amor que simplesmente se foi, ou porque infelizmente não aconteceu;
O amor único, o amor dividido, o amor intenso, o amor que teima em não se completar e o amor completo.
Compreender que às vezes basta olhar para o lado e suspirar;
Que os amigos vão mudar;
Por que temos de compreender a liberdade;
Assim como temos de compreender a indecisão, o vacilo e o erro;
Compreender quando se percebe que em um pequeno momento o som vai sumir e você verá todos os sorrisos que você quer ver e ainda assim um pequeno vazio vai estar no fundo do seu peito.
Eu olhei para trás e tive de baixar os olhos, como um se olhasse um livro que eu não li, mas que desconfio de como termina a história, e para isso eu precisei me distanciar do passado. E tive de compreender isto também.
E isso nos acontecerá mil vezes, é o momento significativo aliado à distância.
Então eu devo agradecer a cada momento significativo que pude provar, mas também agradecerei a distância, que nos faz mudar…
Obrigado.
OrAtóRIos nas PAreDeS:.
Dezembro 6, 2008
Mesmo que eu,
Mesmo que ele.
Com o ouro nas mãos,
Mesmo que Eles, e suas bossas, me viessem com novas,
Cantarolando em meus ouvidos.
Coisa do outro mundo…
Mesmo que a água faltasse,
E a minha boca deixasse seca,
Mesmo que o mar secasse,
Deixando tristes os meus versos,
E o sol avermellhasse, mais do que hoje,
Fazendo cegos, os meus olhos.
Ainda assim meus olhos veriam coisa mais bela.
Mesmo que aquela estrela rabiscada por mãos firmes, não tenha lugar na boemia,
Na noite escura,
Eu teria em minhas mãos…
As mesmas que derretem o gelo do ouro.
Eu teria a certeza,
Que assim seriamos capazes,
De perceber, que resta apenas,
Um brinde na noite escura,
Um momento, suprimido,
No titilar dos copos,
Um suspiro, que faz sonhos,
Como aqueles com a vista da Lagoa na noite abafada,
Mas no emaranhar das vozes,
“Água de beber… Água de beber… Camará…”
Eu nunca fiz coisa tão certa.