Aqui estou eu, preso, no silêncio da letra, no fim da linha, na inércia da cor neste fundo branco.
O pisca-pisca inquieto do cursor na tela, não me diz nada. Silêncio descrito.
Descrito há dias, semanas, meses… E enquanto isso as nossas vidas correm aceleradas e indiferentes a preguiça das minhas palavras, indiferentes a minha agonia de estar de mãos atadas com um fio invisível.
Não há técnica ou tática de guerra que vença o silêncio branco, não há suspiro que aplaque a ansiedade, não há vinho que abra a porta, não há som de trovão que faça movimento, tudo é deserto de areia fina, que tomou conta de todos os espaços.
Vamos nos sentar e ver o por do sol, ver a lua chegar majestosa e esperar…
