Archive for março, 2011


E assim segurei as palavras,
Pela ponta do rabo, pelo rastro dos pingos e pontos,
Pelo desprazer de suprimir o suspiro.
E eu que lamentei a ausência das palavras escritas, por pura demasia das palavras faladas.
Então as retive…
Presas aqui, disfarçadas.
Pus-me a frente de um pedaço de papel velho, rabiscado com coisas da vida.
Assim no fim do dia, no lusco fusco dos gestos, me permiti parar frente às letras por pura inconsequência.
Vontade reprimida pela sensatez. E que saudade nos faz, ser insensato?
Pois escrever, sobre a vontade de escrever, me fez pensar,
Pensar em não escrever, talvez,
As coisas do coração…

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CorDaS de AçO…

Ah! Estas cordas de aço
Este minúsculo braço
Do violão que os dedos meus acariciam
Ah! Este bojo perfeito
Que trago junto ao meu peito
Só você violão
Compreende porque perdi toda alegria
E no entanto meu pinho
Pode crer, eu adivinho
Aquela mulher
Até hoje está nos esperando
Solte o teu som da madeira
Eu você e a companheira
madrugada iremos pra casa cantando.

Cartola.