Como se não tivesse tempo,
Para as coisas práticas da vida,
Vou vivendo,
De sentidos a sentimentos,
De mão a ponta cabeça.
Com sustenidos assoprados,
Em meus tímpanos,
Caminho perdido.
Em frente da mesma encruzilhada,
Que segue como uma roleta russa,
Disparando de vez em quando.
Ela tenta me acertar.
A mim cabe o desvio,
A mim cabe a decisão,
Cabe o risco, o riso e o lamento.
Cabe o sim,
Cabe lidar com o não.
Até o próximo disparo.

Anúncios