Ao me ser dito que a vida é feita de oportunidades, me pego em dificuldade para admitir e compreender isto.
Eu vivo aqui entre estas linhas…
Eu procuro definir que, a vida não se resume, não devemos agir assim, tão “resumidamente”. No mais definitivo que possa ser algo temporário, devemos tratar a que a vida é um amontoado de sentimentos e sentidos, de escolhas, mas que não lhe são servidas e sim de fato, sentidas…
Fico imaginando que tudo que vivemos nos deixa um tipo de marca, como se fossem tatuagens, feitas de dentro para fora e se um dia fossemos virados ao avesso, lá estariam elas, as marcas de nossa história.
Eu sei que um dia não irei passar de um vulto na lembrança das pessoas, um vulto às vezes turvo, outras límpido, mas o que foi sentido por mim e os sentimentos que causei estarão marcados, tatuagens que não se pode apagar. Então imagino que até as lembranças recorrem aos sentimentos, primeiro recorda-se o que se sentiu, e sempre lembrarás de alguém.
Recorda-te do amor e lembrarás de uma pessoa amada.
Recorda-te da amizade e surgirá um sorriso.
Recorda-te da dor e um lento suspiro lhe cabe.
De mim, recorda-te às palavras, é lá estarei eu…